Recriar digitalmente o acervo do Museu Nacional: uma das ideias mostradas no ‘Reage, Rio!’

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Enquanto o Museu Nacional era destruído pelo fogo, um grupo se perguntava, por Whatsapp, como reagir à tragédia. Foi quando Lindália Junqueira, fundadora do movimento Juntospelo.Rio, propôs: por que não reconstruir o palácio e seu acervo ao menos digitalmente, em um tour virtual? A ideia empolgou profissionais conceituados do ramo da realidade aumentada e, desde então, 30 pesquisadores, empresários e sociólogos começaram a vasculhar na internet fotos do museu e de suas peças. O projeto será apresentado ao ministro da Cultura, Sérgio de Sá Leitão, no próximo fim de semana.

— Não queremos dinheiro, mas que nos deixem fazer — afirmou Lindália, ao destacar que o portal ou aplicativo será aberto e gratuito.

A mobilização, apresentada ontem pela empresária na edição “O Rio que Inspira”, do seminário “Reage Rio!” — realização dos jornais O Globo e EXTRA, com patrocínio da L’Oréal Brasil e apoio institucional da Prefeitura do Rio —, resumiu o espírito do encontro. Nas palestras, mediadas pelo jornalista Mauro Ventura, o pessimismo e a crise ficaram do lado de fora. Sete empresários, ativistas sociais e empreendedores enumeraram as potencialidades do Rio, usando como exemplos concretos os negócios e ONGs dos quais fazem parte.

— A L’Oréal escolheu o Rio para ser sua casa no Brasil. Desde 1958, estamos sediados na cidade. Há 60 anos, seguimos com a convicção de que o Rio é o melhor lugar para inovar nesse mercado — ressaltou An Verhulst-Santos, presidente da L’Oréal Brasil.

A capacidade empreendedora e consumidora dos moradores de comunidades foi destacada por Celso Athayde, fundador do Favela Holding, grupo de 22 empresas que encontra nas favelas terreno fértil para negócios. Edson Diniz, diretor da ONG Redes de Desenvolvimento da Maré, explicou como a inclusão social no Complexo da Maré seria um ganho para a cidade como um todo. Já Leonardo Rezende, do Grupo 14zero3, revelou que a atenção aos detalhes foi a chave para driblar o ceticismo do mercado gastronômico na cidade. Enquanto isso, Oskar Metsavaht, fundador da Osklen e do Instituto-e, exaltou a cultura e a personalidade do Rio para reerguer a cidade. E Hector Gusmão, CEO da Fábrica de Startups, abordou a importância de inovar em tempos de recessão.

— As startups nascem em crises mundiais. Em 2000, na bolha da internet, surgiram as principais com as quais convivemos hoje, como Google e Netflix — ressaltou Gusmão. — O motor de renovação econômica e de saída de uma crise está, sim, nessas empresas.

Os palestrantes do ‘Reage, Rio!’ reunidos com profissinais dos jornais EXTRA e O Globo
Os palestrantes do ‘Reage, Rio!’ reunidos com profissinais dos jornais EXTRA e O Globo Foto: Fabio Cordeiro

Para Humberto Tziolas, diretor de Redação do EXTRA, as apresentações reforçaram que a colaboração é fundamental para a cidade sair da crise:

— Em um momento de extrema tristeza, esta edição do ‘Reage Rio!’ trouxe ideias inspiradoras e que indicam soluções para nossos problemas. Só com a colaboração de todos o Rio poderá voltar a seus melhores dias.

Já para Alan Gripp, diretor de redação do Globo, o seminário injeta esperança numa cidade que tenta se recompor da enorme tragédia do fim de semana:

— Claro que há particularidades na questão do Museu Nacional. Mas o que aconteceu reforça a razão de estarmos aqui. São inciativas que remam contra a maré. Acreditamos que, de fato, precisamos dar visibilidade a elas, para que nos inspirem, e consigamos mudar esse quadro.

Fonte: https://extra.globo.com/noticias/rio/recriar-digitalmente-acervo-do-museu-nacional-uma-das-ideias-mostradas-no-reage-rio-23044110.html

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